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Corrida no Ar

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Bata o recorde nacional da maratona e fique milionário

Sérgio Rocha

2005-03-20T18:04:00

05/03/2018 04h00

Crédito: iStock

Foi isso que aconteceu com o japonês Yuta Shitara, o segundo colocado na Maratona de Tóquio 2018, que aconteceu no dia 25 de fevereiro.

Mas por que ele ficou milionário?

É o seguinte, com olhos voltados para os Jogos Olímpicos de 2020, que acontecerão na capital do Japão, a Federação Japonesa de Atletismo, em parceria com as empresas que normalmente patrocinam os eventos pelo país, lançou em 2015 um projeto chamado "Exceed" que visava incentivar os maratonistas japoneses a tentarem bater o recorde nacional da maratona (2h06min15seg), estabelecido no ano de 2002, em Chicago, por Toshinari Takoka 

O incentivo era o seguinte: o atleta japonês que terminasse a Maratona de Tóquio abaixo de 2h07min receberia um prêmio de 10 milhões de ienes, o equivalente a R$ 300 mil. Mas se alguém batesse o recorde nacional do 42,195 km a grana era 10 vezes maior –100 milhões de ienes – pouco mais de 3 milhões de reais.

No ano passado, a organização da Maratona de Tóquio mudou o percurso para torná-lo mais veloz, o que teve um reflexo imediado. O vencedor de 2017, Wilson Kipsang, do Quênia, completou a prova com o tempo mais rápido registrado em território japonês 2h03min58seg, em uma corrida que teve como líder Yuta Shitara, recordista japonês da meia-maratona. Mas o atleta asiático não conseguiu resistir ao ritmo forte do queniano e terminou na 11ª colocação, com 2h09min27seg. Só que essa foi a estreia de Shitara nos 42 km.

Já em 2018, ele fez uma prova excelente. Logo após o quilômetro 30, os atletas que estavam no pelotão líder começaram a acelerar para ver quem ia resistir. Shitara chegou a ficar na sétima colocação. No entanto, a maioria dos competidores que estavam à sua frente passaram a diminuir o ritmo e o japonês aumentou sua velocidade. Quando faltavam cerca de 5 km para o final, ele foi ultrapassando os competidores um a um, até ficar em segundo lugar. Só não superou o queniano Dickson Chumba, pois esse estava com uma vantagem muito confortável e venceu a prova.

Quando o japonês apontou na reta final, o recorde japonês estava na mão dele, quero dizer, nos pés.

Yuta Shitara completou a maratona em 2h06min11seg, diminuindo a marca anterior em apenas quatro segundos.

Quatro segundos que valeram R$ 3 milhões.

Nada mal!

Sobre o autor

Sérgio Rocha começou a correr para perder peso há 20 anos e nunca mais parou. Nesse caminho, já completou muitas maratonaS, meias-maratonas e incontáveis provas de 10 km. Como profissão, era diretor de arte, mas sempre escrevia um texto aqui e outro ali nas revistas em que trabalhou. Em 2013, criou o canal no YouTube “Corrida no Ar”, que é hoje um dos maiores do segmento. Sérgio também apresenta o programa “Corre 89”, na Rádio Rock de São Paulo, junto do radialista PH Dragani. O programa vai ao ar todos os domingos, às 20h.

Sobre o blog

Este é um espaço para falar sobre o esporte de forma geral, dando dicas, cobrindo provas, escrevendo análises de produtos do mundo esportivo e, por vezes, também fazendo questionamentos que vão ajudá-los a olhar a corrida sob uma nova perspectiva.